a vida é uma constante perda de beleza imediata. o que parece belo, num momento, num momento tão difícil de se alinhar, perde-se como se nunca tivesse existido, nem em memórias. o que restam são sombras, lembranças distorcidas de um momento subjetivo de beleza, e isso me cai como um ótimo alívio para uma memória tão ruim e embaçada por remédios.